Talvez uma fita métrica que revelou suas medidas corporais e que inevitavelmente trouxe a memória aquela imagem do ponteiro da balança apontando para uma direção que você não gostaria de seguir.
Talvez a recordação daquela professora de matemática do ginásio que naquela prova de calculo sempre lhe dava nota baixa e para responsabilizar o mau desempenho a justificativa era o desconto do mau humor, a antipatia que ela possuía.
Talvez apenas signifique números… 1,2,3,4…. uma medida que alguém idealizou e que todos nós aceitamos como verdadeira para embasar toda uma ciência, apoiando uma idéia em outra.
Talvez reporte a morte! Em um sinaleiro, um sinal vermelho, uma arma no vidro, e o grito temido do dinheiro ou a dor. E sem fortuna e apenas com uns poucos trocados contados para o direito de mais um dia ir ao trabalho, o som do disparo. E mesmo dentro de um carro, que antes era abrigo seguro, agora o tremor de não saber para onde correr da arma, nem o que fazer, já que a bala foi de raspam.
Talvez simbolize a vida. Quando no consultório noticia assustadora de um tumor passou a ser menos traumática porque o médico disse que estava em uma região ainda operável.
Milimetros, centímetros, metros, kilometros, Milhas… Tudo no fim é distância.
Distancia entre probabilidades, entre a escolha certa ou errada, diferença da interpretação do quanto é estar perto, entre aprovações e reprovações, mas no fim tudo é distância.