Ao pé da escada , admirei a paisagem, encantei-me com o que vi; certamente minhas palavras não as descrevi, era uma formiga agarrada com folhas para sua dispensa no formigueiro a arrastar; mostrando que tamanho troféu não é para ela não,sabe quem trabalha para sobreviver não é privilégio não.

O pé de jaboticaba; há essa frondosa árvore que já com um século de existência encanta a vida pela beleza que a natureza desenha no mundo, árvore de porte grandioso, com galhos muitos próximos um dos outros, muitas folhas pequenas e alongadas, ela se fecha para dentro dela.Nesta época de junho e julho começa a preparar-se para seu grande dia :o fruto maduro; descascando o tronco e galhos ficando totalmente renovados assim como as folhas todas são trocadas nascendo tudo novo outra vez.Depois ela inicia a florada; muito delicada e inebriante, as flores espalham-se pelos galhos deixando-os todos branquinhos e cheirosos quando os insetos veem fazer sua parte generosa da polinização, então vem o fruto; pequenas bolinhas verdes que dia após dia vão crescendo até tornarem maduros, num tom de preto brilhante e sabor agradável. Essa frutinha de sabor tropical é gostosa seja por ela mesma ou como sucos, geléias, mesmo que ela faça seus montes e montes de folhas secas para limpar e entupa as calhas do telhado.

Lembranças da velha casa construida em madeira já há mais de dez anos,quando aquele casebre continha uma modesta área de entrada para a sala onde a caixa de luz guardava o ninho da corruira; pássaro muito pequeno que ali se alojava na entrada da primavera fazendo seu ninho para sua família aumentar; que cantarolando ao rair do dia com muita festa ali , era motivo de todos os anos voltar no mesmo lugar, a casa com janelas antigas ainda de vidraças, dividida em cinco comodos, dois quartos, a sala, cozinha e o banheiro de 1,50m por 1,50m; a lavanderia tinha uma paisagem sem igual , lá uma velha árvore com seu tronco quase que todo aberto; de laranja azeda; boa apenas para fazer um delicioso suco.Mas mesmo pequena a casa era o aconhego do coração; o amor habitara entre todos os angulos desta singela moradia e, muitos sonhos desfilavam naquele recanto; o amor essa força magnífica da vida a cada manhã nascia a esperança e transformava o sonho em realidade; tudo por ter corações apaixonados pela vida e pelo que fazem, ser melhor basta abri a cortina do passado e encontrar acalentos para suprir o exaustivo cotidiano do dia a dia.

Brincar de roda, pular corda, brincadeiras que hoje as crianças não sabem o que é, como foi bom no tempo de criança, brincar de amarelinha, pular corda , brincar de passa anel, cantar cantigas de roda, tudo isso deu lugar hoje aos vídeo games, tv, computadores , e hoje as crianças não sabem brincar, contar historinhas dos livros que leu, aguçar a imaginação dos contos de fadas que tanto fizeram muitos sonhar em construir um mundo feliz.

As revistinhas do amiguinho com instrução de saber com as invenção do professor Pardal, com as malandragem de Madame Min para roubar a moedinha do tio Patinhas, o Zé Carioca com sua travessuras e tantas,como era bom esperar o carteiro chegar, pos ele é quem trazia as novidades até nós.

Mas de tudo gosto de lembrar as cantigas de roda, entre algumas a que falava assim: se esta rua , se esta rua fosse minha, eu mandava eu mandava ladrilhar, com pedrinhas, com pedrinhas de brilhantes ; só pra ver, só pra ver meu bem passar.