Sua conta no banco anda vermelha? Quando vai as compras em um supermecado, vê o tempo em seu relógio passar de pressa enquanto fica parado em frente das prateleiras escolhendo uma bolacha, macarrão, papel higiênico, sabonete, shampoo e outros.
E para comprar um perfume, quantas fragâncias você precisa cheirar para ter uma escolha?
Computadores, celulares, dvd’s, aparelhos de som, home theater, liquidificador, e batedeira, aparelhos simples, mas … quando você decide compra-los você consegue tomar a decisão de aquisição no dia que teve a idéia de adquiri-los?
Situações difíceis que exigem pesquisa, e coloca muita pesquisa de preço, qualidade, facilidade, garantias, além de valor agregado que o produto pode trazer. Esta condição de múltipplas escolhas surgiu com a globalização.
Existem em média 200 marcas de biscoitos, 70 de chás, e 40 de pastas de dente, esse horizonte competitivo e de acesso ilimitado as inúmeras escolhas de produtos de qualquer canto da terra, segundo Barry Shwartz, que lançou um livro de cunho, O paradoxo da escolha, por que mais é menos, relata que esta provando mais infelicidade e insatisfação nas pessoas, devido a confusão de inúmeras possibilidades e a duvida da opção mais acertada e melhor.
E conforme os estudos de tese desse professor de psicologia da faculdade de Swarthmore e outros cientistas da área como Robert E. Lane, da Universidade de Yale (EUA) houve uma queda de 5% no numero de pessoas que se classificavam felizes, o que representa 14 milhões de indivíduos. Sendo que muitos desses foram diagnoticados como depressivos.
Em comum pensamento a pesuisa de Daniel Kahneman, Ph. D da Universidade de Princeton, e Amos Tversky, de Stanford (ambas em EUA) a frustação de uma escolha errada futura tem ceifado a alegria na população. E os cientistas alertam que o impacto das múltiplas escolhas da globalização tem atingido também o campo amoroso, das pessoas, pois o numero de casais que estão se unindo é inverso ao numero de pessoas que estão solteiras e que alegam viver várias experiências para fazer uma boa escolha, e que acabam sozinhas e infelizes.
A dica dos especialistas é colocar limites para a liberdade de escolha, e se auto doutrinar no freio da compulsão da idéia que sempre a outra escolha não feita é a melhor ou que é preciso provar de tudo um pouco para escolher melhor.